Instituto Dara: há mais de 25 anos combatendo a pobreza no Brasil

Uma metodologia pioneira para a reestruturação de famílias de crianças em risco social

Logo que começamos as atividades da doebem, conhecemos uma organização social brasileira que se destacava: o Instituto Dara, chamado na época de Saúde Criança. Fundada em 1991 pela Dra. Vera Cordeiro, a organização desenvolveu e trabalha desde então com uma metodologia pioneira de reestruturação de famílias de crianças provenientes de unidades públicas de saúde.

“Ao atender os pacientes na pediatria do hospital, Dra. Vera percebeu que o ato médico não se completava. Conseguia tratar a doença, mas as crianças voltavam para casas insalubres, com pais muitas vezes desempregados, sem condições de dar os cuidados adequados após a alta hospitalar. Estava diante de um círculo vicioso: miséria, internação, alta, reinternação e muitas vezes morte.”

O que mais nos chamou a atenção quando nos aprofundamos na análise do trabalho realizado pela Associação foi a parceria com a Universidade de Georgetown para a realização de uma avaliação de impacto. O resultado é positivo, no médio e longo prazo, no número de reinternações e na qualidade de vida das famílias atendidas. Conheça mais sobre a pesquisa (sumário em português / estudo na íntegra, em inglês).

O que segue é uma entrevista que realizamos com a equipe de Captação de Recursos e Comunicação do Instituto Dara, em agosto de 2017. Como a organização na época ainda se chamava Saúde Criança, optamos por manter a redação original.

Como o Saúde Criança surgiu? Como foi desenvolvida a metodologia e como é a sua atuação hoje?

A Associação Saúde Criança (ASC) foi fundada em 1991 pela Dra. Vera Cordeiro, médica e clínica geral, com especialização em Psicossomática, que trabalhou por 20 anos no Hospital da Lagoa.

Ao atender os pacientes na pediatria do hospital, Dra. Vera percebeu que o ato médico não se completava. Conseguia tratar a doença, mas as crianças voltavam para casas insalubres, com pais muitas vezes desempregados, sem condições de dar os cuidados adequados após a alta hospitalar. Estava diante de um círculo vicioso: miséria, internação, alta, reinternação e muitas vezes morte.

O Programa Aconchego acolhe responsáveis para a discussão de questões importantes.

A frustração diária a levou a criar um movimento dentro do hospital e junto à sociedade civil para fundar, em 25 de outubro de 1991, a Associação Saúde Criança que aborda a real causa de muitas das doenças tratadas em hospitais públicos: a miséria.

Ouvindo famílias que viviam em situação de extrema vulnerabilidade com crianças internadas, criou junto com voluntários, profissionais de saúde e instituições nacionais e internacionais, ao longo dos anos, uma metodologia social, pioneira e revolucionária.

Quais são os principais resultados da organização até hoje? Quais são os principais indicadores de sucesso?

Em 25 anos, a Associação Saúde Criança atendeu diretamente mais de 60.000 pessoas. Como resultado desse trabalho, foi constatado um aumento de 57% na renda familiar. O número de reinternações das crianças após a participação da criança e de sua família no programa foi reduzido em 58% e houve uma significativa melhora na saúde das crianças atendidas.

Qual principal desafio da ASC para a manutenção das atividades?

A captação de recursos.

Como é o monitoramento dos beneficiários no longo prazo. Depois que param de prestar serviços a família eles fazem alguma entrevista 1, 2, 5, 10 anos depois?

Os resultados de longo prazo do nosso trabalho foram comprovados por professores do Departamento de Políticas Públicas da Universidade de Georgetown (Washington — EUA). A pesquisa mostrou que as famílias assistidas, mesmo cinco anos após a saída do Saúde Criança, continuam a melhorar as suas condições de vida de forma clara e sustentável. Leia mais aqui.

Programa Profissão oferece diversos cursos de acordo com interesses e habilidades dos membros da família.

Você pode contar a história de uma família que passou pela ASC? Como a ASC trabalhou na vulnerabilidade social?

Rosevânia é um exemplo de superação e força. Ela viu a filha, Andressa, de seis anos, adoecer e ficar com sequelas por causa da demora de um diagnóstico médico. No entanto, deu a volta por cima e hoje se prepara para receber alta da Associação. Há três anos no Saúde Criança, Rosevânia é conhecida pelas outras mães, funcionários e voluntários da instituição como Rose. Ela e a filha foram encaminhadas para a instituição pelo Hospital da Lagoa, quando Andressa teve meningite aos dois anos e dez meses de idade.

A criança, que era saudável, começou a ficar com a saúde em risco quando começou a ter febres constantes. Foi levada a diversos hospitais, mas ninguém conseguia identificar o que a menina tinha, até ela ser transferida para o Hospital da Lagoa, onde já entrou tendo que ser entubada às pressas. Lá, os médicos diagnosticaram tuberculose e meningite. A demora da descoberta deixou sequelas em Andressa, que hoje é cadeirante, tem comprometimento neurológico e sofre de encefalite, epilepsia, luxação no quadril e paralisia cerebral.

A doença da menina mudou completamente a vida da mãe. Na época se viu obrigada a parar de trabalhar como diarista para cuidar da filha em tempo integral. No início, Rosevânia ainda era casada com o pai da criança, no entanto, um ano após a internação de Andressa, o casal se separou e ele saiu de casa. Mesmo construindo uma nova família, o pai continua acompanhando o crescimento da filha indo visitá-la de três a quatro vezes por semana, além de pagar pensão e sempre ajudar como pode.

A partir daí, a Rose passou a contar com a família e amigos. Inicialmente, a ex-patroa a ajudou mesmo após seu desligamento do serviço. Depois, ao entrar no Saúde Criança, ela se sentiu amparada. “Quando a minha filha ficou doente, eu fiquei sem rumo, sem saber o que fazer, e foi aqui que me acolheram. Eles me ajudaram com remédio, leite, fralda, cesta básica, alimentação e com o curso profissionalizante. Eu me formei em dois módulos de culinária em 2015 e hoje, graças a Deus, faço bolos e outras coisas para vender”, contou.

Agora, mãe e filha se preparam para se despedirem da instituição. Prestes a receber alta, a cozinheira afirma se sentir preparada para seguir em frente e muito mais segura. Graças à nova profissão ela garante uma renda, além do benefício de Andressa, que é muito pouco. Desde que começou a produzir doces e salgados para festas, Rose vê suas encomendas aumentarem cada vez mais. Segundo ela, em janeiro, dois finais de semana lhe renderam três bolos e mais de 800 salgadinhos.

Querida por todos, a mãe de Andressa admite já sentir falta do Saúde Criança. Em todo tempo que passou aqui ela ainda conheceu sua melhor amiga, Juliana, que também é assistida pela Associação. “Por todo esse tempo, isso aqui representou tudo na minha vida. Estou até triste por ter que sair, é difícil, sabe? Eu vou ter que saber como me virar sozinha de alguma forma. Agora também vou ter que ver como que eu vou fazer pra conseguir os remédios, porque são caros, mas já me ajudaram demais, né? Está na hora de seguir”, afirmou.

Quais são os principais fatores que levaram a ASC a ser reconhecida como a organização não governamental mais influente da América Latina? Quais recomendações vocês dariam para outras organizações do terceiro setor?

Os principais critérios são transparência, impacto social, sustentabilidade e inovação. Nós recomendamos estar com a prestação de contas em dia e fazer auditoria externa anualmente.

O Instituto Dara foi a primeira organização recomendada pela doebem. Você pode realizar uma doação através da nossa página.

Este post foi escrito por Elisa Mansur e comentado por Guilherme Samora

Como o blockchain vai revolucionar a filantropia?

Rastreabilidade, transparência e um novo conceito de confiança

Se você ainda não ouviu falar de blockchain, provavelmente deve ter ouvido falar do bitcoin, uma moeda virtual que promove transações de indivíduo para indivíduo idealizada pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto e que hoje (no dia de publicação deste post) vale quase R$ 8.000. O blockchain é, inicialmente, a tecnologia desenvolvida para tornar o conceito do bitcoin possível, ou seja, transações financeiras realizadas de forma online de pessoa para pessoa sem nenhum intermediário.

O que mais nos intriga nisso tudo é o funcionamento dessa tecnologia: o blockchain. De forma literal, blockchain significa cadeia de blocos e esse nome explica muito sobre o seu funcionamento. Não somos especialistas no assunto (ainda :D), mas o blockchain, em sua essência, é uma rede distribuída do registro das transações realizadas através da plataforma.

“A cadeia de blocos, ou blockchain, é um grande banco de dados, público, remoto e inviolável, no qual podem ser registrados arquivos digitais de todo tipo. Cada item guardado ali é datado e dá origem a uma espécie de assinatura, formada por uma sequência de letras e números.” Leia mais aqui.

Todas as transações (transferência de dinheiro entre dois indivíduos ou organizações) são registradas em um bloco e, ao invés de serem validadas por bancos ou outras instituições centrais, a rede de computadores que possui o histórico completo de todas as transações já realizadas valida e dá credibilidade à transação. Essa transação, junto com outras que ocorreram em um espaço de tempo pré-determinado, é criptografada e, então, junta-se à famosa cadeia de blocos, concluindo a operação.

Veja a matéria completa aqui

O seu funcionamento é muito interessante, pois tem como consequência diversas alterações no sistema de transações financeiras como o conhecemos. Mas hoje, estamos aqui para falar no possível impacto (diga-se de passagem: incrível!) que essa tecnologia ainda em fase inicial pode ter na forma como realizamos doações. Conheça a seguir.

Rastreabilidade

A cadeia de blocos é constituída por todas as transações já realizadas através da plataforma do blockchain e, com isso, é possível rastrear todas as transações feitas desde o início. No mundo da filantropia, doações e ajuda humanitária, isso irá permitir que doadores saibam de que forma a sua doação foi gasta, proporcionando, assim, um maior conhecimento do resultado e impacto da ajuda realizada.

A tecnologia também está intrinsecamente relacionada à implementação de contratos inteligentes para estabelecer a relação entre duas partes que realizam transações financeiras. Por exemplo, um doador pode estabelecer um contrato inteligente para viabilizar a sua doação para uma organização no momento em que o saldo de caixa estiver abaixo de um determinado valor ou no momento em que um determinado indicador for atingido.

Blockchain, literalmente, significa cadeia de blocos

Transparência

Outro ganho dessa tecnologia é o seu mecanismo à prova de fraudes. Todas as transações presentes na cadeia de blocos estão em todos os computadores que fazem parte da rede que valida as novas transações. Dessa maneira, caso houvesse uma tentativa de alterar algum valor ou o destinatário de determinada transação, isso deveria ser feito em todos os computadores antes que um bloco fosse criptografado. Da maneira que a tecnologia funciona, isso é fisicamente impossível.

Essa qualidade da solução fornece ainda mais transparência ao processo filantrópico, de ajuda e de doação, e a certeza de que o seu dinheiro será direcionado de forma segura para quem mais precisa.

Intermediação

O blockchain traz um novo conceito sobre “confiança”. Hoje, para comprarmos alguma coisa, usamos nossos cartões de crédito que, através dos nossos bancos, validam se realmente temos o dinheiro ou o crédito para realizar determinada transação. Com isso, o banco ou instituição financeira (ex. PayPal) cobra uma taxa mensal, anual ou por transação, dependendo do caso, para prestar esse serviço e conectar dois indivíduos e/ou organizações.

O blockchain elimina completamente essa necessidade. Toda plataforma constituída no blockchain possui uma rede de computadores responsável pela validação das transações com base na informação da carteira de cada indivíduo e de transações históricas na cadeia.

Isso representa um ganho enorme para a filantropia e ajuda humanitária, já que elimina a necessidade de bancos como intermediários de transações de doações ou direcionamento de recursos e, assim, os valores das taxas administrativas que pertenciam aos bancos e instituições financeiras seriam destinados às causas. No Brasil, essas taxas representam centenas de milhões de reais para organizações, causas e intervenções eficientes, com o poder de mudar o nosso país.

doebem, ao promover uma cultura de doação eficiente, busca e estuda também tecnologias que possam ser capazes de reinventar a forma como doamos e ajudamos. O blockchain é uma delas. Visite o nosso site e nos acompanhe nas redes sociais para saber nossas novidades e como estamos trabalhando nesse caminho. Este post foi escrito por Elisa Mansur e revisado por Guilherme Samora.

Faça o bem da melhor forma!

As cinco perguntas do livro “Doing Good Better”

Sabemos que a decisão de como ajudar não é uma decisão fácil, pois temos vontade de resolver o maior número de problemas possível: “Que tal doar para pesquisas de cura do câncer? Ou promover o ensino básico para todos? E se pudéssemos garantir uma melhor distribuição de alimentos? Isso sem falar nas pessoas que não tem nem onde morar…”.

Mas a verdade é que temos recursos limitados, tanto em termos de tempo quanto de dinheiro, e assim, precisamos fazer uma escolha sobre como ajudar.

“Precisamos tomar decisões sobre quem escolhemos ajudar, porque o erro de não decidir é o pior erro de todos.” — William MacAskill, Doing Good Better

Por isso, hoje queremos compartilhar com vocês as cinco perguntas que você deve fazerno momento de decidir quem vai ajudar e como fará a diferença. Esse conteúdo foi adaptado do livro “Doing Good Better”, uma das principais leituras da doebem.

Confira abaixo!

1. Quantas pessoas serão beneficiadas? E qual o tamanho deste benefício?

Quanto mais, melhor! Esta primeira pergunta é simples, mas também muito importante. A princípio, quanto mais pessoas conseguirmos beneficiar, maior será o impacto, não é? Assim, precisamos saber quantas pessoas são afetadas pelos problemas que queremos resolver e, consequentemente, quantas vidas podemos salvar ou melhorar.

William MacAskill, autor do livro "Doing Good Better", falando sobre a melhor alocação de recursos no Effective Altruism Global Summit 2016 em Berkeley, na Califórnia

2. Essa é a coisa mais eficiente que eu posso fazer?

Você sabia que os mesmos recursos (o mesmo número de horas e a mesma quantidade de dinheiro) podem promover até 500 vezes mais impacto positivo?

Ao decidir ajudar, a diferença entre um bom uso do dinheiro e um ótimo uso do dinheiro é enorme. Assim, a pergunta não deveria ser apenas se seu dinheiro está sendo bem usado, mas sim se ele está sendo usado da melhor maneira. Afinal de contas, quando investimos o nosso dinheiro em ações e fundos, buscamos o maior retorno possível, não é? Por que seria diferente quando queremos ajudar?

Imagine que você quer reduzir o número de faltas na escola e existam quatro soluções para este problema: transferência de renda/dinheiro condicionada à presença na escola, bolsas de estudos, uniforme grátis e desparasitação. Qual você acha que terá o maior impacto? A conclusão, de acordo com pesquisas realizadas, é que uma destas iniciativas proporciona resultados muito melhores!

Estudo realizado por pesquisadores do JPAL

Veja que trabalhar no tratamento de parasitas (‘deworming’) em crianças proporciona um aumento mais de 60 vezes maior (13.9 anos) na frequência escolar do que a transferência de renda (0.2 anos). Já saberíamos qual intervenção escolher, não é?

3. Esta área é negligenciada?

A quantidade de atenção que um determinado problema ou área está recebendo é outro ponto que precisamos levar em consideração. A depender disso, a ajuda adicional — um conceito chamado de “utilidade marginal” — poderá fazer mais ou menos diferença.

Funciona assim: se uma área recebe muita atenção da mídia e doações frequentes, por exemplo, ao fornecer recursos adicionais, a diferença não será tão grande. Por outro lado, se a causa ainda é negligenciada, não recebe muita atenção ou recursos, as oportunidades de fazer a diferença são muito maiores.

Uma analogia: se tenho um brinquedo para doar, em qual dos dois casos terei maior impacto?

Em suma, nossos recursos devem ser destinados ao lugar que fará a maior diferença e não necessariamente ao problema que está tendo maior exposição e atenção no momento.

4. Do contrário, o que aconteceria?

Não temos bola de cristal e nem a capacidade de ser extremamente preciso ao trabalhar com hipóteses, mas para saber o impacto que estamos causando, precisamos saber o que aconteceria de outra forma, caso não agíssemos. Este é o famoso “counterfactual”.

Se colocarmos em uma fórmula matemática, o nosso impacto seria medido assim:

SEU IMPACTO POSITIVO = O QUE ACONTECE COMO RESULTADO DE SUAS AÇÕES — O QUE ACONTECERIA NA AUSÊNCIA DE SUAS AÇÕES

Veja um exemplo: para obter água para suas famílias, mulheres de vilas ao redor do mundo enfrentavam bombas de água que funcionavam com um moinho de vento ou manualmente. Mas às vezes não havia vento ou o trabalho era muito cansativo! Com o objetivo de ajudar, eis que surge uma invenção: o PlayPump, um carrossel para as crianças brincarem que, ao mesmo tempo, bombeava água para um tanque. As mulheres não iam mais ter que se preocupar! A solução ficou extremamente popular e recebeu a atenção do World Bank, AOL, UNICEF, Bill Clinton, Jay-Z e milhões de dólares de investimento. Um sucesso, certamente!

Será? Com o tempo, percebeu-se que o PlayPump precisava de força constante para funcionar de forma apropriada, e as crianças se cansavam rapidamente de brincar. Além disso, algumas delas ficavam enjoadas ou até mesmo caiam e se machucavam. Acredita que em algumas vilas as crianças começaram a ser pagas para brincar no PlayPump? No final das contas, as mulheres que precisavam movimentar o carrossel, falando que, na verdade, não gostavam da solução e preferiam muito mais a bomba manual.

Viu só? Por causa disso, precisamos nos perguntar: o que aconteceria se eu não tivesse feito nada? Muitas vezes podemos ficar surpresos que intervenções podem trazer um resultado pior do que se não tivéssemos feito nada, pois como o livro mesmo levanta: boas intenções podem facilmente trazer péssimos resultados! A decisão de ajudar é algo de extrema importância e precisa ser pensada com cuidado.

5. Quais são as chances de sucesso?

Por último, mas não menos importante, vamos pensar sobre o valor esperado de determinada intervenção ou programa, ou seja, qual o seu resultado esperado. Para isso, há duas coisas que precisam ser medidas:

E o nosso impacto é o produto destes dois fatores!

Dessa maneira, uma atividade com baixa probabilidade de sucesso, mas com alto valor de sucesso pode ser escolhida em detrimento de uma atividade com altíssima probabilidade de sucesso, mas com um valor baixo de sucesso.

“[Nestes casos], a chance de você ser a pessoa que faz a diferença é bem pequena, mas se você fizer a diferença, ela será realmente impactante.” — William MacAskill, Doing Good Better

Parece muita coisa pra se pensar, não é? Pois é mesmo! Queremos ressaltar que sabemos que a decisão de como ajudar não é fácil — vamos ser francos, é definitivamente difícil. Nem sempre temos a resposta exata e mais precisa para tudo, mas ao embasar nossas decisões nestes pontos, já estamos potencializando nosso impacto de forma inimaginável!

“Encontre a instituição de caridade que fará a maior diferença com cada dólar que receberem” — William MacAskill, Doing Good Better

Precisamos combinar o coração e a razão para tomar decisões que proporcionem o maior impacto positivo ao nosso redor!

O autor de “Doing Good Better”, inspiração para este post e para a doebem, é William MacAskill, que tivemos o prazer de conhecer durante o Effective Altruism Global Summit 2016 em Berkeley, Califórnia. Além de ser professor de filosofia em Oxford, é também co-fundador do Effective Altruism MovementGiving What We Can e 80,000 Hours.

Se quiser saber mais, explore mais o nosso site, a nossa página no Facebook ou inscreva-se no nosso mailing list. E continue nos acompanhando aqui para mais novidades! Este post foi escrito por Elisa Mansur, revisado por Guilherme Samora e comentado por Renata Pereira e Yohanna Maldonado.

Você está mesmo ajudando?

Sobre filantropia e doações efetivas

A verdade é que nos sentimos bem ajudando e causando impacto positivo — seja através de um trabalho voluntário, uma doação ou simplesmente um ato de bondade no dia a dia. E por essa vontade inerente ao ser humano, muitas vezes ouvimos as perguntas: “Como posso ajudar?” ou “O que posso fazer para contribuir também?”. Mas será que nos perguntamos se estamos ajudando da melhor maneira?

Só no Brasil, há mais de 400 mil organizações sem fins lucrativos que dependem de indivíduos, governo e empresas privadas como fontes de recursos para causarem o seu impacto positivo no país. Assim, com tantos problemas para serem resolvidos e tantas organizações, como decidir qual ajudar?

A criação da doebem

Com foco na ajuda através de doações financeiras, a plataforma online tem a missão de ajudar as pessoas a doarem de forma eficiente, trazendo um impacto positivo maior. Através de uma metodologia específica de análise de ONGs, respondemos a uma única pergunta: “Qual é a melhor forma de ajudar?”.

Vamos te mostrar como:

A partir de uma listagem inicial das organizações sem fins lucrativos, a doebem analisa de forma rigorosa as ONGs com maior potencial de impacto, tendo como base os seguintes critérios:

Após esta análise, a doebem pode recomendar a organização para que potenciais doadores façam suas contribuições financeiras através da nossa plataforma. Isso significa que esta ONG trará o maior impacto para o valor doado. Por outro lado, após a avaliação da organização, a doebem pode optar por não recomendá-la em sua plataforma.

Assim, ao doar para uma destas ONGs recomendadas, o doador não apenas poderá confiar na seriedade e profissionalismo da organização, como também saberá que a sua ajuda terá o maior impacto positivo possível.

Se quiser saber mais, explore o conteúdo em nosso site, a nossa página no Facebook ou inscreva-se no nosso mailing list. E continue nos acompanhando no blog para mais novidades! Este post foi escrito por Elisa Mansur e revisado por Guilherme Samora.